Costa Rica 2011 – Parte 3

Amanhece o quarto dia de CR e saio da cabina do “Willy Willy’s”, onde ficamos “mui bien” acomodados e ainda na alvorada levantei para ver o mar. Eeeh meus parceiros… Nós estávamos em Pavones. O cenário que tínhamos visto só pelo computador estava ali na nossa frente, o Swell estava decrescente é verdade, mas o que eu vi foi mais do que suficiente pra me deixar feliz. As esquerdas maiores deviam estar com uns 3 a 4 pés e de uma perfeição de dar água na boca em qualquer dinossauro “goofy foot” como eu. E Pasmem galera! Por incrível que pareça o sol ainda estava dormindo e já tinha três cabeções no “out side”, sinal de que eu estava atrasado. Sendo assim corri pra pegar minha prancha e montar o acampamento da minha fotógrafa quase semi-profissional para que registrar tudo.

Pavones é um paraíso escondido no meio do nada, dono de uma onda única e um povo simpático e hospitaleiro, as poucas demonstrações de hostilidade e falta de educação que vi partiram dos nossos “amigos” americanos que por lá são que nem “gremlins”, você joga água nascem no mínimo duzentos. No mais foi só festa. Uma experiência inesquecível vivida nos quatro dias que ficamos por lá. Posso afirmar com certeza que surfei as esquerdas mais longas perfeitas de minha vida por em Pavones. O fundo de é feito de pedras em sua maioria pequenas e redondas, apesar de bem rasa, não assustam muito. Mas com mar bombando é bom não despencar de cabeça na maior da série ou na junção lá na beira porque fica bem raso por ali. Por varias vezes as pedras deram um chega pra lá nas minhas quilhas no finalzinho das ondas.

Uma coisa que me chamou a atenção foi a espera entre as séries. Eu que sou acostumado com o nosso velho e bom Oceano Atlântico, fiquei impressionado com a calmaria que batia de vez em quando naquela mar. Devido à posição geográfica da boca da baía onde fica situada Pavones existem períodos de 10 a 15 minutos sem qualquer ondulação que faziam a gente se perguntar se alguém havia desligado a máquina dos sonhos, mas de repente rolava uma série de cinco ou seis linhas perfeitas que faziam a festa da galera.  Apesar de não ter sido agraciado com uma ondulação de sul, que é a que o pico precisa pra funcionar de boa, estar lá foi um privilégio e sou muito grato a Deus por isso.

A gastronomia do lugar é simples, mas a gente comeu feito uns animais, a culinária Costa-riquenha não tem miséria, os pratos são bem fartos e deliciosos, o que é um perigo pra quem não quer afundar com prancha e tudo no “Line up”. Sugiro a quem interessar possa, que prove o arroz com camarones do restaurante ao lado do campo de futebol e a pizza da Pizzeria La Piña. Vale salientar que os preços em Pavones são bem mais em conta que em Jacó e no norte do país, pra quem não tá a fim de deixar muitas Doletas na mão dos locais essa informação é sempre bem vinda.

Após quatro dias na companhia de willy e Cia, chagamos a conclusão que deveríamos pegar a carreteira norte rumo a novos picos, uma vez que o “swell” baixava mais a cada dia e não havia previsão de melhora. Assim, bagagens postas no nosso fiel carrinho Bego que, diga-se de passagem, mostrou-se um carrão nos ralies da CR, seguimos subindo no mapa. Santa Teresa, cerca de 8 horas de estrada daquele ponto era o nosso plano, o que acabou não acontecendo bem dessa forma. Mas dá um tempo aí que isso é um “drop” que eu conto na próxima série…

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