Costa Rica 2011 – Parte 2

No nosso terceiro dia na Costa Rica, fui agraciado com um torcicolo cavernoso, que me impedia surfar e de fazer quase tudo, fato que mudou meus planos de cair novamente nas águas de Barranca. Sendo assim ficamos na piscina do hotel e eu num ato de desespero me entupi de analgésicos. Certo ou errado funcionou, e na manha seguinte acordei bem melhor. Porém decidimos por uma pequena mudança de planos. O Bunguee Jump que vimos ontem não sai do meu cocão, na ocasião um gringo Zé ruela deu uma amarelada histórica na hora de dropar de lá de cima. Meu camarada! Que coisa feia. O cara desceu pelo elevador com a maior cara de “peidei!”.

Sempre gostei da sensação do medo, mas com certeza o meu maior medo era desistir. Porem antes, fomos conhecer um pico que me foi muito bem recomendado, Esterillos Oeste. Que fica uns 30km ao sul de Jacó e é dono de uma onda bem cheia e gorda que quebra lá dentro e vem sendo trabalhada até a areia, muito boa para long’s fun’s e similares, mas a galera quebra  bem de pranchinha também. Posso garantir que é uma das melhores e mais tranquilas ondas do local. Apesar de não haverem imagens foi um surf muito legal que fiz em Esterillos, mas nada que me levasse a um orgasmo surfístico (por favor, perdoem este trocadilho infame). Retornamos a Jacó! Estávamos bem em frente com a estrutura metálica do Pacífic Bumguee… Caraaajjjo!!!  Parecia mais alto ainda do que antes, $50,00 e 50m me separavam do salto. Tudo ok! Num piscar de olhos eu estava no lip de uma onda de 12 andares. Foi quando me deu na cabeça de perguntar a o gordinho era responsável pela segurança dos saltos quantas vezes ela já havia saltado. Para minha surpresa ele me respondeu: "Yo nunca salté hermano, Yo no estoy loco!" Ahhh Tá! Agora eu fiquei tranquilo. Logo após o gordinho sádico grita: “DEZ SEGUNDOS”! Que desespero… e antes que eu pudesse pensar em algo… abriu- se a contagem: ”Cinco, Cuatro, três, dos, uno … BUNGUEE!  AHHHHHHHHHHHHH!!! Compadres! Que experiência foi aquela? Tudo filmado e fotografado. Altamente recomendado para que for por aquelas bandas e gostar de testar os seus limites.

Passada a euforia do Bunguee jump e das primeiras boas “olas montadas del pacífico”, aproveitamos  a adrenalina e colocamos o pé na estrada rumo a Pavones, nas mãos um mapa, e na cabeça um monte de expectativas sobre aquelas esquerdas que eu só tinha visto pelo You Tube.  Cinco horas de viajem, mas que nem pareceram tanto, a paisagem exuberante e a ansiedade se encarregaram de minimizar a distância. As estradas até que começaram bem, mas aos poucos as profecias começaram a se realizar. Buracos e estradas mal sinalizadas era apenas um presságio do que estava por vir, pois o acesso a Pavones é um trecho de 50km de uma estrada, eu disse estrada? Foi mal. Aquilo pode ser qualquer coisa menos uma estrada. Um caminho de areia e pedras com várias pontes de madeira que no inverno deve ser intransponível. Como já estava escurecendo, nos preocupamos com a infraestrutura de Pavones, uma vez que estávamos no meio do nada e nossas únicas referências eram algumas raras placas de madeira que encontramos pelo caminho e voltar dali era totalmente insano. Eu estava bem apreensivo, apesar de não querer passar isso pra minha mulher. Já ela não fazia (nem dava), a menor questão de esconder seus medos. Mas de repente, como num passe de mágica, BOOOOMM! Pavones! O lugar tem tudo e muito mais que precisávamos, pousadas, mercadinhos, restaurantes, cafés e principalmente ondas! Muitas e perfeitas ondas! Apesar de estar no começo da noite, era possível ver a perfeição daquela ondulação. Era um sonho ver como ela vinha formada já do horizonte e estacionava na praia a 45 graus. Mal sabia eu que o que eu via era apenas o fim da onda, pois o pico mesmo ficava a uns 150m dali.  Mas isso a gente vai descobrir juntos na próxima sessão da história…

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Continua …

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